terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Muito bláblálá desses bundas moles. Ação que bom, niente!

Ando saturada de informações. Gente que aprova e desaprova tudo o que acontece no país e no mundo e movimentos em grandes redes sociais tentando provar alguma coisa pra qualquer pessoa.

Eu soube que no ‘dia sem Globo’, a emissora registrou recordes em audiência. Não vamos entrar no mérito da questão se essa informação é confiável ou verídica, mas me respondam: o que há de super legal nas outras emissoras de televisão aberta capaz de fazer com que uma pessoa resolva não assistir à programação da Globo?
Mas se fosse só isso...
Acham o fim da picada o sucesso que o Michel Teló está fazendo com a musiquinha da fugidinha, ai se eu te pego e outras, mas esquecem-se de reconhecer que ele só pode ser considerado um gênio, pois com uma letra fácil e grudenta, atingiu o planeta todo e está faturando milhões, TRABALHANDO. vai ver é bonito o cara que fatura milhões desviando dinheiro público ou traficando porcarias por aí.
Agora, vem me dizer que é hipocrisia eliminar as sacolas plásticas oferecidas pelos supermercados e manter os sacos de lixo. Sinceramente, parece-me uma hipocrisia as pessoas saberem da necessidade de novas alternativas pra evitar a degradação do meio ambiente e não sujeitarem-se nem ao menos à tentativa de adaptação à nova regra.
É muito fácil reclamar do governo, do lobby, do calor, da chuva, e permanecer jogando lixo na calçada ou varrendo o cisco pra debaixo do tapete. Esse tipo de posicionamento é coisa de gente acomodada, incomodada e recalcada.
Já faz alguns meses, não utilizamos sacolas plásticas em casa, não obstante o Rio Grande do Sul não ter adotado a lei das sacolinhas (ainda). E cá entre nós, não é difícil e nem dói, levar as nossas próprias sacolas reutilizáveis pro mercado.
Mais justo e coerente seria um movimento em redes sociais pra que as pessoas que não tem o que fazer vão ler um livro, assistir a um filme, o raio que o parta. Que tal deixar um pouco a demagogia e passar a pensar em mudar e melhorar a sua própria vida, o trabalho, os estudos, a comunidade?
As coisas seriam bem melhores se as pessoas parassem de reclamar de qualquer coisa e cuidassem melhor da própria existência.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Ano do MOVIMENTO!

Todo meu final de ano é a mesma coisa: eu fico tensa, os músculos não cedem, estou sempre irritada. E não se trata de TPM. Trata-se de mim. Mais um ano se vai. 2012 vai me trazer as experiências de um 3.0 e onde eu estou? O que estou fazendo? O que é progresso, em relação ao ano passado, ou a cinco anos passados?

Nesse momento não é algo raro eu me enxergar um pouco frustrada. Eu me conheço. Ao longo do tempo eu me tornei alguém bem exigente em muitos níveis, e quem convive comigo de perto sabe bem do que estou falando. Por isso cultivo poucos amigos: os bons me bastam.

Sempre achei estranha a festa de ano novo. No dia seguinte tudo continua da mesma cor, com os mesmos sons, o mesmo calor dos infernos. E as coisas só começam a mudar mesmo, quando eu levanto a bunda gigante da delícia do meu conforto e passo a fazer algo, efetivamente. A fórmula, no final das contas, todos já conhecem.

É o movimento que faz a diferença nas nossas vidas, e não a meia-noite luxuosamente bêbada de espumante e de outras bebidinhas gostosas que fazem com que todas as mulheres do planeta sintam-se divas. (Mas antes bêbada sentindo-se diva do que sóbria mal-amada! ;-) ).

Cada um arruma uma razão pra sua meia-noite. Bem de verdadinha, não será desta vez que terei a minha passagem de ano como eu quero (ou como sempre quis, desde que tinha 23 anos), mas dei um jeito de conseguir bolar o meu plano ‘B’ e me convencer que as coisas, às vezes, não são como eu quero, mas não custa continuar tentando. Claro, “até quando” as coisas não serão como eu quero, decidi que seria até 2012. Por esse motivo, eu imprimi no temido ano de 2012, o brasão das mudanças profundas na minha vida. Quando falo de profundas, eu me refiro a quilômetros de breu entranhas adentro. Falo da bunda não encontrar o conforto, enquanto eu não tiver na mão todas as coisas que planejei pra minha vida. Coisas que precisam, obrigatoriamente, repercutir de forma definitiva e pontual na(s) minha(s) vida(s) profissional, amorosa e rabugenta.

Pero, antes de me tornar a mulher do fígado de aço, é necessário lembrar que houveram muitas, mas muitas pessoas que fizeram parte dos ciclos de movimento na minha vida em 2011. Eu sei que não há necessidade de citar seus nomes aqui, elas sabem da importância que tem e do meu apreço sem tamanho por cada uma. Cada riso e cada lágrima, cada orgulho ou frustração, todo empenho e um pingo de preguiça, toda meiguice e acidez, todas essas fases, partes do mesmo processo de aprendizado, e base para as minhas decisões ásperas (mas necessárias), que me aguardam ali, no próximo ano. Desejo MOVIMENTO a todas as pessoas que tiverem paciência para ler esse desabafo até aqui embaixo. E que venha frenético, 2012!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Eu também morri

"Quando você morre, perde a necessidade da respiração, mas não exatamente consente que não precisa respirar."
"A morte é assim. Assim é a morte. Isso pode acontecer a qualquer momento com qualquer das pessoas que você ama e conhece."
"É muito solitário. É muito triste."
No meio da noite eu estava sozinha. Elas vieram em legião, todas as minhas culpas, de uma só vez. Cada uma delas dizia seu nome e lembrava das minhas omissões comigo mesma. Todos os momentos em que deixei que subestimassem a minha inteligência, quando fingi não enchergar a verdade, quando preferi fingir que não sabia das curvas no meio dos caminhos. Em especial quando mascarei defeitos por peculiaridades moldáveis. Elas eram implacáveis. Começaram arrancando os meus dedos, um a um, com as mãos, com os dentes, com ferramentas que eu não sei identificar. E eu chorei. Depois, arrancaram-me as mãos... quase de manhã conseguiram arrancar os braços. Doía imensamente a falta dos meus braços e a cabeça, e estranhamente doía o corpo todo a latejar... e eu não fui capaz de lutar contra isso. Elas arrancaram os meus membros superiores e foram embora, me deixaram sozinha, sangrando, chorando, doendo.
E então eu sangrei e chorei até morrer.
Até que amorteceream os meus lábios, meu peito, minhas pernas. Meu ventre amorteceu e meus pulmões murcharam. A mente ficou muito grande de repente e expandia-se a cada lembrança que eu tinha. Era opressor olhar cada falha mais uma vez. Era estanho não ter um limite para o corpo, não saber onde começa e onde termina. Não existia um princípio, não existia um fim de mim. Apenas uma consciência de que a morte, a morte é exatamente assim. Estava consciente, porém não lúcida. E fria.
E nada, nem ninguém é capaz de ajudar-te a morrer. A pessoa que você mais ama pode ser capaz de ajudar a te matar, mas jamais será possível para ela te ajudar a morrer. Porque morremos SOZINHOS. e isso é TRISTE.
É triste, mas também inevitável. Se experimentamos a solidão hoje, de certo que ela não é plena. A solidão só é plena e sólida na morte. E nesse momento, não adianta querer voltar atrás. Já não importa, já não dá tempo. Você não respira, não está vivo.
Você morreu. Eu morri.



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como 2+2=4

Toda vez que viajo a fim de fazer carícias nas minhas esperanças e emoções, acabo por sofrer um efeito de explosão de motivações na minha mente. Toda vez, não tem jeito.
Lembro de algumas leituras recentes sobre a morte e outras, sobre a visão e as perspectivas construídas ao longo da vida, e assim, inevitavelmente começo a ensaiar alguns pensamentos e conclusões sobre tudo: a morte, a vida, o amor e eu, no meio de todas as possibilidades. Nada esgotado, obviamente, apenas ensaios, apenas conjecturas...

[...]
A morte, certeza única, se aproxima bem mais a cada dia que passa. É por ela que tudo deve fazer sentido e ter seu lugar exato no mundo. É por ela que todos os erros só podem conter um saldo final de lição válida para a vida. E por falar nela... a vida, que se passa estudando, trabalhando (muito) e tentando (loucamente) acumular bens materiais que garantam uma velhice tranqüila, ou, na pior as hipóteses, que garantam menos sacrifícios para os filhos. A vida, que se passa buscando construir uma família, buscando o amor como quem sente sede no deserto, cuidando e educando os filhos, preocupando-se em cuidar daqueles que também cuidaram da gente, pais, irmãos, os amigos. No meio de tudo isso, nenhuma sensação consegue a façanha de ser tão estranha, viciante e gostosa quanto o amor. E o amor, sobre o qual eu já tentei escrever tanto, esse é o melhor de todos os prêmios possíveis.
[...]

Então, aproveitando o balanço, a noite, a chuva, alguma melancolia (que em determinados momentos é uma companheira necessária), passei a fazer contas para tentar descobrir quanto valem efetivamente os meus esforços. Sem nenhuma resposta concreta, a única coisa plausível e, pra ser sincera, coerente, que passa pela minha cabeça é o desaventado do amor. Por que eu ainda continuo? – É por causa do amor.
Quase dormindo, ou talvez até dormindo, num estalo encontrei a variável que faltava na minha conta: comprometimento. O seu tamanho ou intensidade e consequentemente, a probabilidade de êxito é diretamente proporcional à vontade de comprometer-se por esse ou aquele objetivo (sempre sob a forte influência do amor).
Talvez seja assim que acontece quando resolvo acreditar que “o amor só se dá, não se recebe”. Claro, é algo que exige força e uma bela dose de resiliência. Mas enfim. Taí a minha equação, de mim para eu mesma: Eu me comprometo, por causa do amor. E que eu seja feliz só por conseguir roubar alguns sorrisos daquele que tem o nome mais lindo que eu conheço, E que eu continue sob o efeito dessa droga, porque ela só me fortalece!

[Em agradecimento ao Zé Marques, pelas suas palavras que sempre lembram o caminho, e em homenagem ao Alex, cujo nome e sorrisos são os mais bonitos que eu conheço.] 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Indignação!

E tem mais uma coisa: Muitas pessoas falaram do novo layout com gatinhos dorminhocos, mas ninguém foi capaz de me fazer uma mísera crítica relacionada a esse layout ridículo do blog, que nem parece meu, de tão frufru que é!!! - e que por sinal vai mudar no próximo domingo.
Pô, gente, francamente... nem a minha mãe me conhece mesmo!
.

"Conversinhas pra boi dormir" - comigo não.

Eu sei que a minha natureza é belicosa. Mas, sem a pretensão de justificar os meus latidos, preciso dizer que, apesar da tenra idade, eu já vi e ouvi tantas coisas, que seria capaz de escrever um livro ótimo, do tipo "conversinha pra boi dormir".
Existem coisas que comigo não funcionam. Há termos que levam a um padrão que não me engana e me entristece observar como muitas pessoas, talvez a maioria das que convivem comigo, subestimam o que eu mais prezo: a inteligência.
Se me vissem e me tratassem de forma inteligente, teriam de mim o respeito dos que admiram a um mestre. Porque meu desejo em evolução é o de agir com inteligência, de falar com inteligência, de ouvir de forma inteligente, de apreender e absorver o que de útil há em todos os fenômenos e transformar isso em algo que continue sendo útil, para mim e para os meus.
Nem sempre é possível fugir da teia da ignorância. Noutras vezes, em que pese haver algum tipo de entendimento, ele não é encarado com o devido respeito ou distanciamento, a mente se fecha e todas as possibilidades parecem obscuras... dando lugar à ignorância. Mas, uma analogia é hábil pra me resolver nesse aspecto, o exercício é mesmo esse: o de reconhecer-me fora do caminho proposto e colocar-me novamente na linha. Pois bem, não sou pronta, em nenhum aspecto, mas me esforço pra que um dia possa chegar perto de se-lo.
Enquanto isso, vou me fazendo de morta e de tonta, separando o joio do trigo, colecionando aquelas coisas que comigo não funcionam, os termos que obedecem a padrões que já não me enganam, fazendo com que sintam 'medo' do meu pensamento vanguardista demais pra 2011, e pensando seriamente em, talvez, escrever um livro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Eu advirto: Fichamentos fazem mal à saúde.

Nem saí da faculdade ainda e já se foi o tempo em que ir à aula era algo excitante.
Bons mestres sempre fazem com que a gente queira efetivamente aprender sobre determinado tema, ainda que exaustivo ou simplesmente chato. Infelizmente, na reta final do curso de Direito, não consigo preencher uma mão se contar nos dedos os bons professores que me sobraram.
E isso é brochante. Em determinados momentos, tenho ímpetos suicidas, tamanha a vontade de me jogar da janela (defenestrar é o verbo correto, segundo meu amigo Matheus) quando a matraca de besteiras se abre por cerca de três horas por noite.... O que me salva ainda são os cafés no intervalo (e, não raro, muito antes dele iniciar a até bem depois de terminar).
É impossível conceber uma pessoa de inteligência ímpar que não é capaz de digerir a ideia de que seus alunos da noite trabalham o dia inteiro - e no meu caso, LITERALMENTE o dia inteiro - e, naquelas horas ditas "de folga", tem seus filhos para uma atenção mínima esperada, tem atividades que não podem ser deixadas para mais tarde, como a de prover a alimentação dos seus, a higiene da sua casa, das suas roupas e quinze minutos de descanso silencioso.
Esse texto carrega uma indignação tão profunda, já se mistura ao nojo, tamanha intransigência desses, que se sentem, se acham, se enchergam e se percebem tão inteligentes, tão superiores a quem tem o que fazer.
Não que eu não me proponha a realizar algum tipo de trabalho ou de pesquisa. Mas três em um mês, para uma só cadeira? Eu realmente tenho mais o que fazer.
E se estivéssemos realizando um fichamento de um texto assinado por um megamaxibelgaflópisupertri cérebro em determinado assunto, atônitos, eu e meus colegas (pelo menos aqueles que pensam), nos vemos sendo obrigados a abrir a boca para que nos enfiem guela'baixo os artigos escritos nas épocas de ensaios desse tipo de professor.
Textos cheios de juridiquês. Enfadonhos, sonolentos, e, sinceramente, sem a menor crueldade, não fossem os termos que te obrigam a ler com o dicionário debaixo do braço, seriam textos infantis e puramente tendenciosos. Demonstram a superficialidade do estudo realizado, escritos por uma pessoa que aceitou tudo o que leu, que não criticou, não questinou, não cumpriu o papel do verdadeiro pesquisador (do verdadeiro mestre).
A expressão gaúcha "to tapada de nojo" consegue ilustrar como me sinto, tendo que pagar para ter aula com uma criatura desse naipe. Tendo que cumprir 75% de frequência mínima. Sinto vergonha dos que chegarão neste estágio. Não vai mais haver a menor sombra de dúvidas de que essa reta final serve exclusivamente para extorquir e enganar aqueles que pretendem 'uma profissão'.
Agradeço por ainda ter o meu professor João Telmo, o meu professor Neuro e o meu professor Júlio, que são os que conseguem, de forma inconsciente, me motivar a frequentar às aulas.
Que saudade do professor debatedor, agitador, anarquista. era o que nos fazia mexer o cérebro. Saudade do meu professor Meleu, do meu professor Migliavacca, do meu professor Gabriel, da minha professora Giuliana, da minha professora Thaíse, que marcaram a minha graduação como meu pai marcava o gado na fazenda. Não foi nada fácil, das grandes e das pequenas notas, o que ficou eu uso no meu trabalho e isso, colega, ah! Isso é o que faz toda a diferença, porque é o que os torna os verdadeiros mestres.    

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Só pode ser amor.

Ultimamente os meus dias têm poucas horas para todas as coisas que eu preciso fazer, e apesar de me virar bonito, fazendo até quatro coisas ao mesmo tempo, ainda assim não as venci... não dormi... e pensei.
Pensei que me ocupando com muitas obrigações, não iria notar o tempo passando, as horas correndo, os dias morrendo no horizonte das noites. Sim, evidentemente, sempre tem um propósito pra toda correria, e segundo filosofia quadrilhística, se não for dinheiro, só pode ser amor. E então, simples assim, a fórmula de identificar os motivos internos que nos tornam eficientes também é a mesma para identificar posturas ridículas: se não for por dinheiro, só pode ser por amor.

ABRAM-SE OS PARÊNTESES:
(Não me lembro se em alguma ocasião eu cheguei a mencionar o fato de que ser ridícula é algo intrínseco a minha pessoa. E me aceito assim, cheia de ridicularidades. Aliás, eu gosto de ser ridícula. Assim eu posso assumir determinadas atitudes ou responsabilidades das quais as pessoas não-ridículas se envergonhariam (óbvio). E deus-me-livre do dia que eu deixar de ser ridícula e poder rir de mim mesma sem a menor culpa!). FECHEM-SE.
Então, depois desta fórmula muito simples e das considerações sobre eu ser ridícula, eu fico toda assim, exatamente como diz a Fran_Boesa, como a criança uma semana antes do Natal, olhando pro céu só pra ver se de repente consegue enxergar o Papai Noel no seu trenó voador movido à tração mágica das renas.
Semana que vem, certamente, a ansiedade vai além da criança que espera o Papai Noel. Aqueles meus risos que todo mundo conhece, escapando pelos cantos da boca, e essa, louca pra rir sem motivos. Meu corpo todo já fala, é um cérebro que não desliga, não dorme. Olhos que, brilhando, insistem pelo rumo do calendário, e o coração, que já bem sabe o que é taquicardia.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Quadrilha aê, Quarilha á, Quadriiilha!

Para quem pensa que a Quadrilha morreu... ela está mais ativa do que nunca!
Nossa penúltima reunião no QG incluiu declarações de amor ("Meu norte, meu sul, meu tuuuudo")...
Alguma falta de orientação quanto à mão a rua ("Você está na contra-mão. Você está na contra-mão! Contra-mãooo!!"), demonstrações de profissionalismo etílico ("Me deixem dormir, eu tenho que trabalhar amanhã") e uma quase tentativa de homicídio envolvendo a rolha da Freixenet...
Diver, como a vida deve ser!
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Depois viajamos. Sim, nos unimos em viagem para fazer piada de nós mesmas, falar da vida, do direito e de amores. Ah... os amores! Amores que somem, que voltam e os que nunca saíram do nosso lado. É tempo de amar na Quadrilha... ou de ser muito caco, segundo a teoria da Nega Fulô do Batuque.
Inelizmente é impublicável o motivo da nossa viagem, assim como nosso destino, mas importa mesmo é que novas aventuras estão batendo na porta, entrando pela janela, passando pelo buraco da fechadura. De tudo, uma única certeza: quadrilheira não é capoeira, não cresceu no vento e nem habita o meio fio da calçada!
E tenho dito.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Minha lista: 45 coisas sexuais que toda mulher deve fazer antes de morrer

Animada com um meme criado por um blog que vi por aí, (e me desculpem se não disponibilizo o link, mas é que o nome do blog não é o mesmo do URL) a minha lista está aí embaixo. Alguém se habilita a riscar algum item? 
Divirtam-se e sintam-se à vontade para fazer sugestões e inclusões. ;-)

1. Beijar outra mulher

2. Transar com outra mulher

3. Sexo anal

4. Sexo oral

5. Sexo casual

6. Sexo a três

7. Sexo em grupo

8. Sexo em uma relação estável, tipo casamento

9. Ser voyeur

10. Usar gelo

11. Usar cinta liga

12. Sexo por telefone

13. Masturbar-se

14. Usar vibrador

15. Usar vibrador com outra pessoa

16. Ser amarrada

17. Amarrar

18. Apanhar durante o sexo

19. Bater durante o sexo

20. Visitar um clube de swing

21. Sexo com um desconhecido

22. Sexo num colchão d’água

23. Leitura erótica

24. Escrita erótica

25. Sexo em pé contra uma parede

26. Sexo em local público

27. Aprender a se dar orgasmos múltiplos

28. Sexo com vendas nos olhos

29. Fazer sexo interpretando papéis

30. Sexo com alguém mais velho

31. Sexo com alguém mais jovem

32. Sexo sob o efeito de álcool

33. Sexo em uma casa cheia

34. Chicote

35. Assistir a filmes pornôs sozinha ou acompanhada

36. Sexo no chuveiro

37. Sexo no mar

38. Sexo na janela

39. Sexo na varanda

40. Sexo em cima da mesa

41. Sexo no carro

42. Ser capaz de ter um orgasmo em menos de cinco minutos com a masturbação

43. Usar fantasias

44. Fazer striptease

45. Uma rapidinha usando saia 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Mensagem SMS VI

Ando tendo espasmos
Vontade de ti na boca
A minha língua me lambendo, parece a sua
Muito louca, muito louca...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Da série: Aventuras culinarísticas

Esses dias frios inspiram recolhimento, com um litro de leite e um spray de chantilly. No começo, aquelas temperaturas entre 13 e 18ºC até nos fazem estranhar, reclamar do inverno, ocupar algum casaco, pegar uma xícara de chocolate em pó e uma barra de chocolate meio amargo. Mas quando julho bate na porta de mãos dadas com o minuano, temperaturas próximas de 0ºC e a sensação térmica negativa forçada pela conhecida ventania que rasga a pele e enrijece os dedos a ponto de congelar as mãos, é que sentimos a força que tem o frio. Aí pegamos uma lata de leite condensado e uma colher de amido de milho.
Sair de casa? Só compromissos realmente importantes e necessários (trabalho e estudos, ou alguma emergência), melhor é permanecer no quentinho do lar com uma canela em pau e duas colheres de rum.
Quando se tem uma companhia que aquece mais do que ao corpo, já é divertido brincar com o paladar. Se, porém, essa companhia não for possível no pior do inverno, isso não pode ser desculpa pra não fazer CHOCOLATE QUENTE e se enfiar debaixo do cobertor, na sala ou no quarto, para assistir a um bom filme! Sua aventura pelo mundo do sabor vai demorar cerca de cinco minutos para ficar pronta, então, te mexe! Junte o leite, o chocolate em pó, a lata de leite condensado, o amido de milho e a canela em pau em uma panela. Mexa até ferver por um minuto e junte as duas colheres de rum. Na verdade, o rum é opcional, mas dá um toque de sabor sofisticado ao chocolate. Deixe ferver por mais dez segundos e retire a panela do fogo. Sirva em canecas com dois quadradinhos do chocolate meio amargo dentro, incremente com generosas camadas de chantilly, e, por cima, polvilhe canela em pó.
Bom filme, bom descanso e... bem-vindo seja o inverno, o frio e seus sabores!

PS. Para maior cremosidade, derreta o restante da barra de chocolate em banho-maria e misture com meia caixinha de creme de leite. Junte com o chocolate quente após retirar a panela do fogo. EXCELENTE!



terça-feira, 28 de junho de 2011

Considerações confessionais

No último final de semana, recebi carinho e amor em níveis inéditos. Tanto, que me desconcertei em alguns momentos. Tanto, que parei pra pensar, na longa viagem que fiz depois, se eu realmente sei o que significa receber carinho. Se eu realmente sei me deixar ser amada.
Percebi que dentro das minhas teorias sobre como amar demais apenas dando amor de forma plena, talvez não tenha um capítulo que explique aquele momento em que eu passo a receber o amor. Cheguei a pensar se eu não teria me acostumado tanto à doação pura, que me esqueci de buscar o modo como se deve sentir quando outra pessoa realiza ações pra me deixar confortada. E principalmente, apenas receber e guardar o momento em que [ele] me diz amada, aquele momento em que não existe mais nada tão importante quanto saber-me assim.
Deve ser por isso que eu não sei aproveitar o tempo de relaxar quando ganho um banho na banheira!
Deve ser por isso que fico analisando as minhas reações quando ganho uma experiência sensorial totalmente nova pra mim!
Deve ser por isso que tenho dificuldade quando o poder da escolha do lugar onde jantar está na minha preferência!
E sim, também deve ser por isso que acho estranha a forma como me sinto envergonhada em compartilhar os meus segredos mais obscuros... e quando [ele] arranca de mim os meus sorrisos mais honestos.
Está na hora de aprender a receber, dona Roberta! Aquela que amava sozinha porque amava demais (em doação pura) precisa escrever o capítulo que explica que o Amor, quando se dá, inevitavelmente se recebe...

terça-feira, 21 de junho de 2011

O meu mundo em 84 horas

Existe algo mais angustiante do que uma tela em branco: a cabeça em branco. Um branco de idéias, branco de tantas provas em final de semestre, branco de tanto trabalhar num único projeto por muitos dias, branco de viver através do cuidado que se tem com aqueles queridos que estão começando seus vôos...

Mas o branco vem na hora certa. Para construir, antes é necessário demolir. E assim, no meio do branco nada do presente da vida, me vejo a poucas horas de começar a construir mais uma vez algo forte e de poder sem fim: Amor, que chega a ser puro, tamanha desavergonhice no meio dos retalhos dessa colcha. O meu mundo inteiro cabe nesse amor, que cabe em 04 dias. O meu mundo se constrói com dia e hora marcados...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

RIDÍCULA

Não sei quantas vezes ainda vou dar-me ao trabalho de sentir-me ridícula. Acho que pior do que me sentir assim é depois me reprimir por se-lo. Quem foi que disse que a sensatez é característica inerente ao homem? Quem foi que disse que o equilíbrio em 100% do dia, everyday, é a regra geral e deve ser observada às últimas consequências? Eu não sei quem foi, mas tenho as minhas dúvidas de que se trate de alguém que sirva como exemplo.
Olá, muito prazer. Eu sou a Roberta e essa é a minha loucura. Sim, sou uma louca, desequilibrada ao quadrado. Primeiro porque consigo deixar que a minha mente me leve pra casa do ridículo para beber vinho em quantidades suficientes para a visão ficar turva, e depois, porque reprimo a mim mesma por estar sendo (ou ter sido) ridícula – às vezes ser ridículo é um ato de bondade para consigo mesmo, muito embora não seja esse o caso, agora.
Faz tantos anos que deixei a molecagem dos 12, quando a minha mãe cobrava as condutas que ela achava que eu deveria ter, quando ela me executava nas não raras vezes em que eu quebrava as suas regras. Hoje me encontro aqui, executora exclusiva e implacável da minha própria saída da linha. Já não sei ao certo o que dói mais, se eram as varadas de marmelo verde ou se são as minhas sentenças, duras e tão lúcidas! Lúcidas como eu não consigo ser sempre que é necessário, em especial, sempre que sou mandada embora. O problema todo está naqueles momentos em que a impotência e a pequenez próprias de uma criança desembainham a adaga, não simplesmente pra me atacar, mas pra conseguir que eu não me mova em direção alguma. Pra que eu repouse na inércia que tradicionalmente me enlouquece. Pra que eu me cale e vá chorar num cantinho como se não fosse capaz de outra atitude. Não pode haver sabedoria nenhuma no dito que ensina que esperar ainda é o melhor remédio. Que entende o tempo das urgências todas de uma vida?
Eu não preciso que ninguém mais venha a conseguir me entender desde que eu mesma consiga assinar um tratado de paz entre os meus preceitos mais rígidos e engessados com as minhas paixões mais insolentes. Esse é um desabafo que prescinde das filosofias baratas de salão e mais ainda, não requer o mais leviano dos conselhos, não precisa qualquer ombro com semblante contingente. Porque nada disso faria alguma diferença, por menor que ela fosse, porque se trata de uma guerra interna e amanhã, a manhã seria novamente singular (como todas as outras).
Eu estou cansada.
Às vezes eu queria ter o poder de morrer um pouco, noutras, queria poder morrer muito. Ainda suspiro com alguma esperança porque na maior parte do tempo, eu quero muito viver. Como sempre, eu sei que os meus abalos sísmicos não causam mortes além da minha própria... e passam. Depois eu junto os pedaços e as entranhas e me refaço como se isso fosse fácil - é que eu já conheço o caminho.
Mas até lá, que merda, ninguém me segure: eu vou estar agressiva.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

É Saudade.




Hoje amanheceu com chuva, neblina e frio.
Hoje só existe no mundo uma única pessoa com quem eu gostaria de acordar nesses dias frios...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mais uma de amor

Em um blog do qual gosto muito, uma vez li um post sobre ‘a pessoa certa’. E falava, entre outras coisas, sobre ser a pessoa errada a mais correta, mas em essência, o recado era: “pare de ficar por aí procurando pela pessoa certa. Seja você a pessoa certa”!
E isso me abriu os olhos pra algumas coisas importantes. Sobre, por exemplo, como proporcionar ao outro algumas sensações agradáveis, como a de sentir-se amado. Claro que fiz experiências com uma motivação inicial maculada pelo egoísmo... eu queria mesmo era ver como é que eu iria me sentir ao constatar uma sensação assim no outro, sendo que o único consolo nessa época é de que sempre o meu sentimento foi genuíno. Mas, com o passar do tempo e a intimidade aumentando a galopes, pensando sempre no assunto e principalmente obcecada por novas formas de amar o mesmo homem, o bendito do tempo me fez observar que não importa como eu vou me sentir. A alegria que ilumina o rosto amado é refletida em raios de amor de volta. Isso é um ciclo, torna-se rapidamente inevitável, porém, somente perceptível quando se retira o foco no próprio umbigo e o coloca no coração do outro. Daí pra frente... algo acima da razão assume o controle e toda doação se justifica por aquele sorriso cofortado - eis a pessoa certa diante dos seus olhos!
Eu não sou a melhor pessoa para aconselhar amantes, ou falar de meios para o amor. Só posso falar do que já vi, já fiz, já senti, já vivi. Sendo assim, sendo-me permitido vir a dizer algo sobre isso, além de que o Amor deve ser perseverado, é que eu concordo com a tese de que amor jamais, jamais se recebe. Amor é algo que só aceita ser dado, só serve para ser servido, para ser oferecido, para ser presenteado.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Medo

Sentidos aguçados, mas nenhum deles é capaz de me dizer de forma clara exatamente o que se passa comigo. Uma ansiedade louca se mistura com uma sensação ruim de maus presságios. Eu disse maus presságios? Eu não sei bem. Às vezes sinto que não vai dar certo. O quê não vai dar certo? Eu também não sei direito. A voz que fala aqui dentro me deixa perturbada, ela sabe bem como se faz isso, ainda que de forma inconsciente.
De onde vem essa ansiedade? De onde vem o frio e o suor nas mãos? De onde vem o medo? E a vontade de fugir, a insegurança de pensar que não há chão, de onde diabos vem?
Porque afinal eu não me convenço... e paro de sofrer por antecipação, pelo que eu não sei se existe, involuntariamente?
Meu coração só precisa de paz, de paz... e de um porre, talvez.

terça-feira, 10 de maio de 2011

F***-SE!

É estranho como algumas pessoas sempre esperam algo umas das outras. Me sinto um E.T. quando me cobram determinadas condutas, sendo que eu não tenho o menor compromisso com elas. E eu to me lixando pra o que os outros vão pensar, tanto pela ação quanto pela omissão.

Então, é isso. Sem maiores explicações, pessoas, sofram menos esperando menos, praticamente nada. Porque o meu prazer é o de surpreender e não o de atender às expectativas de quem quer que seja. O improviso é a minha arte e o meu jeito de viver bem envolve viver de acordo com os meus próprios preceitos, não me envolvendo com os dos outros.
#Prontofalei.

Massagem... hmm


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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Enquanto isso, no QG da quadrilha...

A faxineira do QG quadrilhístico em poucos dias vai pedir aumento. Ela anda tão competente, em especial no que tange à limpeza dos vidros das janelas, que tem clientes que não percebem que, com esse frio, as janelas estão fechadas.
Pensa na cena de um senhor enfermo, sofrendo de esquizofrenia crônica querendo ver os passarinhos no jardim...
Nossa esperança é de que os familiares não venham nos cobrar pela quantidade de galos na cabeça adquiridos no interior do escritório - nem a faxineira, a nos cobrar aumento.
***
A nossa Secreta, esses dias veio correndo para o refeitório, chamando a faxineira:
"Corre lá ver o lavabo, algo me diz que o que tem lá dentro não é muito bom!"
De fato, o chão estava alagado, não se sabe exatamente qual era o líquido ou de onde ele veio... segundo a secreta, o senhorzinho saiu lá de dentro com os cabelos molhados, as mãos molhadas, a parte da frente da camisa toda molhada e as calças molhadas.
Nada contra o senhorzinho se refrescar, mas a temperatura girava em torno dos 6ºC, a cuba da pia não tem mais de 30 cm de diâmetro e dispomos de papel toalha higiênico para as pessoas secarem as mãos, o rosto...
***
Dona do Cash e nega Fulô do Batuque descobriram a maravilha do power plate. Quando elas estiverem Divas, como a Marilyn Monroe, vou repensar meus conceitos acerca de exercícios físicos.

Brigitte e Eu

Ganhei das quadrilheiras, por ocasião do meu aniversário, uma blusa com uma foto da Brigitte Bardot.
"Escolhi essa porque achei a sua cara, amiga!"
A blusa é realmente linda, mas, sabendo da biografia da Diva, eu acho que não, ela não é a minha cara.
Mas dias depois eu soube, não é pela biografia em si, mas pelas fortes convicções, ainda que diversas. "É a personalidade forte, o prazer pelo choque, o despudor em manifestar suas preferências."
Hummm, agora eu gostei!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

MENSAGEM SMS IV

Tenho gana de correr prum canto qualquer sozinha
Gozar demais na mão
Enquanto te ouço me chamar "minha".

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pseudo-surto psico-emocional

Dizem que eu tenho muito jeito para aconselhar formas de administrar os problemas alheios. Pois é, parece que sim. Na medida do possível, quem vem abrir um problema seu comigo em busca de um conselho de quem está de fora, acaba saindo satisfeito.
Acontece que, quando se trata de administrar os meus próprios problemas, não necessariamente eu fico satisfeita com as minhas teorias filosóficas de vida.
Eu reclamo. Tenho pitís. Eu perco a paciência. Eu fico insuportável. Tenho acessos egoístas de ira e de raiva. Eu sinto ciúme. Eu grito. Eu choro. Eu deprimo. Depois... passa.
E aí vem aquela fase em que paro pra pensar nos meus impulsos indomáveis, insanos e passionais. Não, eu não chego ao ponto de me arrepender, mas no nível da vergonha, eu consigo, da forma mais brilhante e competente que pode haver, chegar bem lá no fundo.
Então eu passo um tempo na tentativa vã de me policiar com mais cuidado, até começo a acreditar que ‘melhorei’ um pouco, mas ante a mínima brecha que a mente consegue encontrar pra criar monstros e situações bizarras – e sempre são possibilidades tão plausíveis – eu emburreço. E lá está a minha cara, bochechas vermelhas e as mãos sem ter lugar pra se enfiar. Ainda me resta a humildade pra tentar, de alguma forma, me desculpar...

Tea of wishes - A minha mãe só bebe chá.

terça-feira, 3 de maio de 2011

E as jujubas...?!

Semanas atrás, vim ao meu humilde blog falar da caixinha de jujubas que um remetente misterioso havia destinado a mim, presente esse que adoçou a minha semana e, consequentemente, a minha vida. Hoje, nesse post rapidíssimo, vim contar que eu descobri que as jujubinhas me foram dadas pela Renatuxa, estrategicamente mancumunada com a minha mãe.
Muito bem, fim do mistério!
Agora, vou dizer que esse presente me gerou uma ideia sensacional..... que, depois de implantada, será contada aqui, nos mínimos detalhes, como sempre.
Falei.

sábado, 30 de abril de 2011

Rober in Rio

Eu preciso contar um pouco da minha viagem de férias. Eu não sei se eu vou, esse ano, ter férias novamente, então o feriadão de Páscoa me deu uma boa oportunidade para tirar uma cisma. Fui, na companhia de 3 amigos, ao Rio de Janeiro. Não, eu não conhecia.
Sabe o que é? Eu nunca tive curiosidade. Sempre dizia pra todo mundo que "o Rio não me deve nada". Pois então. Continua sem dever patavina.

Gente, não to falando mal da cidade ‘maravilhosa’, mas agora entendi que o termo ‘maravilhosa’ se deve exclusivamente à geografia. E com efeito, o Rio de Janeiro é lindo – se você olhar do alto.
Eu nunca fui muito fã de praia. Aquela coisa, eusinha, à milanesa, não apetece. Então eu procurava ir muito pro mar, que pelo menos a água refresca (e como faz calor nesse lugar) e tira um pouco da sensação nhaquenta de areia naquelas dobrinhas que nem mesmo eu sabia que tinha. - era possível ter areia no útero!Só que ir pro mar na praia de Ipanema, ou mesmo no Leblon é um ato de heroísmo. Você precisa de muito, mas muito cuidado pra não voltar com uma sacola plástica na boca.
Não venham me dizer que a sujeira na praia é coisa de turista porque pelo menos eu e os meus amigos (poucos, mas bons), tivemos o cuidado e o capricho de colocar nosso lixinho na lixeira. E pelo que pudemos perceber, o povo carioca não ajuda a cuidar das suas praias, prega moral de cueca e coloca a culpa na gringalhada que aparece – bem cômodo.
E tem mais!
O atendimento nas barracas à beira da praia é muito ruim, pra ser bem gentil. Porque a criatura pega o teu dinheiro, escuta o teu pedido e passa a falar de outra coisa, com outra pessoa, de preferência de costas pra ti.
[corta]

Nesse momento, num rompante de stress que vem nessas horas em que somos dominados pela ignorância e intolerância, pegamos pelos cabelos aquela simpática senhora que não te atende direito e leva ela pra aprender a nadar bem no fundo do mar, mas não sem antes resgatar os teus pilas que estão na cintura dela, aos berros de que nunca mais voltará àquele lugar, e que vai sair dali falando mal da barraca aos quatro cantos da Terra. Quando se voltam os olhos vermelhos de ódio saltando faíscas aos demais atendentes da tal barraca, ainda tem um que outro fazendo um corpo mole e dá-lhe laço com uma toalha molhada e cheia de areia. Se sobrar alguém, a essa altura já foi embora - ou chamou a polícia.

[volta]

Após longos 20 minutos nos quais você já cansou de pedir que lhe dêem a merda da cerveja, quando você pede o dinheiro de volta (essa era a senha), torna-se imediatamente o centro das atenções. E se você pensa que a dificuldade é só pra pegar a cerveja, precisa ver a cara da mulata que ta colocando o guarda-sol na areia, quando tu pede pelamordedeus, que ela esconda o sol, mande-o embora, coloque-o do lado de fora do mundinho de quem tem pele sensível. Po, dá pra entender que a minha pele é sensivel e por isso vai ser forever branca?
E o cara que vende mate? Ele te vê com a bomba do chimarrão na boca e te oferece (chá) mate gelado. Daí eu brinco:
- Só se for quente! - e ele:
- Isso é um beijo na boca do mau-humor!!
E a minha cara fica mais na areia que a das tatuíras.
E o cara que vende abacaxi? Esse eu PRECISO tecer um comentário. Estávamos eu e Dona do Cash, numa tranquilidade búdica, praticamente atingindo os portões do Nirvana, quando esse cara pula na nossa frente gritando algo que não me lembro, em função do susto que eu levei. Sim, gritamos como duas gasguitas, um horror. E o cara, sem pedir desculpas pelo quase infarto:
- mulher escandalosa desse jeito não tem chance comigo, não!
"Eu tinha um cavalo, um cavalo, um cavalo, e ele tá aqui, tá aqui, tá aqui" (eu - cantando em melodia infantil).
Mas eis que, na folia de uma Lapa cheia de gente, de rodas de samba e de animação, Dona do Cash se enamora de um carioca muito do espirituoso. Me chamou de 'farsa' a noite inteira, perguntou com certa insistência qual a diferença, na minha opinião, entre ser libertino e ser liberal (porque pra ele, os gaúchos são libertinos - mal sabe ele do meu estado....aiai). O papo foi legal, confesso. Mas interrompido de minutos em minutos para que algumas pererecas enlouquecidas tirassem fotos com um dos nossos amigos. Uma coisa. A gente tentou cobrar pedágio várias vezes, a gente tentou cobrar uma pequena taxa pelo serviço de bater a foto, mas não fomos felizes.
Eu lembro que no dia seguinte, o carioca espirituoso da Dona do Cash desejou que nevasse enquanto estivéssemos na praia. Chamou-a de mulher ingrata e rogou-lhe as sete pragas do Egito. Espirituoso e confuso, não?
Ai... foram quatro dias de descanso, de risos, desde situações odiosas às mais agradáveis e outras tantas pra lembrar sempre, pela trajédia ou pela comédia. Conheci melhor pessoas especiais, e isso realmente não tem preço. Eu indico o Rio sim, se você for como eu, e precisa tirar a cisma. E então, afinal de contas, quanto ao Rio em si... o Rio continua lindo, continua sendo.... mas não me deve nada.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sabe a quadrilha...?

Cada dia melhor!
E metidas, as cretinas! Auferindo fama e ganhos profissionais pela cidade pequeninha do interior do mundo. Nossa última empreitada envolveu grandes perigos pelo elo processual perdido, que perdido mesmo estava antes, eis que agora encontra-se em nosso poder. Ganhamos um inimigo, verdade, e o bichinho é conhecido da gente que costuma ler contos de fada: o Lobo-mau-mau.
Bem, fomos tomar chá com o Chapeleiro Maluco no Pais das Maravilhas em direito. Todos vamos, de uma forma ou de outra, especializar-nos em encontrar erros processuais causados por rabos presos em conchavo. O próprio Chapeleiro, insano, mostrou-nos o caminho e deu-nos o suporte. Na trilha do rabo felpudo do Lobo-mau-mau, a Rainha de copas concedeu-nos o decreto para encher de pedras o refinado estômago do pobre-bicho-rico.
O final ainda não foi de todo feliz, mas uma definição iluminada vem logo ali, acenando como mis e sorrindo de orelha a orelha.
A partir daí, em nossas últimas reuniões deliberativas no QG, foi eleita a melô das quadrilheiras. Só conferir aí embaixo: pensada no passado pra ilustrar nosso presente arrojado e aventureiro.


quinta-feira, 31 de março de 2011

Amargura X doçura.

E então, sim, foi um grande dia! Nujur bem calmo, tempo pra esboçar a peça do profe Gabito. Mas muitas coisas na cabeça e não só coisas boas tem povoado os meus pensamentos. Às vezes acho que vou disputar no tapa com a "minha amiga" Maracujá Passado a fama de mais surtada da paróquia. Folgo pelo fato de não pertencer a paróquia alguma.
Eu ando intolerante. Cada vez mais. Sem freios, eu ando insuportável. Há um tempo atrás, fazia o que devia ser feito e como recompensa, a certeza do meu dever cumprido era tudo que eu desejava. Ultimamente isso não me satisfaz. E fico mesmo pensando se não é pura "falta de laço", ou mesmo falta do que fazer (?????), tornar-me assim, intolerante. Junto com a intolerância vem a chatice, a amargura... enfim.
Daí que eu decidi que não tava valendo à pena comparecer na festa da Imed de hoje. Por experiência em outras do gênero, eu sei que o chopp vai estar quente, que o moinho vai estar cheio das mesmas pessoas que eu já conheço. A minha cama pareceu um programa bem mais interessante, um bom livro pra encerrar a noite e o sono dos trabalhadores.
Mas...
Chegando em casa, Renatinha me recebeu anunciando que 'entregaram' um presente pra mim.
Uma caixinha fofa, verde, cheia de sapinhos. Ok, eu não sou doida por sapinhos como algumas mulheres, mas antes uma caixinha forrada com motivo de sapinhos do que bibelôs (inúteis) de sapinhos.
A surpresa é que a caixa estava repleta, cheia, lotada, forrada, entupida, farta, plena de JUJUBAS! E eu adoro jujubas! Não veio cartão, ou caiu no meio do caminho.
Entre um sorriso meio estúpido e outro meio surpreso, por pura desconfiança comecei a cheirar as jujubas. Olhei a caixa muito bem. Tirei todas as jujubas de dentro, depois coloquei de volta. Não sabia ao certo o que procurava, mas, não se tratando do meu aniversário, nem do dia das mães, nem do dia internacional da mulher, nem qualquer outra data comemorativa (nas quais igualmente eu nunca recebo nada), aquilo me pareceu, de início, alguma brincadeira muito sem graça.
Não tinha nada diferente com as balas. E a desconfiança passou.
Comecei a pensar em quem teria me deixado esse mimo genial e me deparei com a infeliz conclusão de que faz mesmo bastante tempo que eu só sei o que é trabalhar e estudar. E, em tese, não existem possíveis candidatos a admirador (pelo menos não de meu conhecimento), com miolos e criatividade suficientes para pensarem numa caixa com jujubas. Quem nesse raio de lugar sabe que eu gosto de jujubas?
Talvez esse ser de luz deva ler o meu humilde blog. Assim sendo, manifesto a minha gratidão e felicidade pelo presente fofo, mas principalmente, manifesto gratidão por ter-me proporcionado a reflexão da minha amargura, chatice e intolerância, podendo adoçá-las com muitas, incontáveis, várias e infinitas, deliciosas jujubas!
Porém se, de outra sorte, o rapaz for dotado de cérebro e criatividade para enviar uma caixinha de jujubas, mas incapaz de ser curioso a ponto de me ler - mas que mulher prepotente, pordios!!! - então vocês terão que aguardar as cenas dos próximos capítulos, porque, cá entre nós, ninguém envia uma caixa de jujubas no intuito de manter-se anônimo forever.


terça-feira, 29 de março de 2011

It can't stop me now!

Já pararam para pensar em quantas vezes, ao longo da vida você se abandona para literalmente cair no túnel que leva ao País das Maravilhas? Bem, devo estar lá por esses dias. Pra quem quiser me encontrar, vai ter que, primeiro, encontrar o coelho....
P.S. Para quem não gostou ou não entendeu o filme, sugiro a leitura do livro de Lewis Carroll, que inspirou a trama.

segunda-feira, 21 de março de 2011

O meu primeiro beijo....

...eu dei no dia 18 de dezembro de 2009, num saguão de aeroporto.
Não que tenha sido o primeiro de todos, mas foi o primeiro seguido por outros, igualmente urgentes, densos. Não pense numa fotografia perfeita, uma cena de filme ou clipe de música. Foi algo simples e bem real. Não quero mistificar essa presença na minha vida. Esqueçam a imagem de alma gêmea e ser perfeito.
Foi real, não idealizado e sem maiores projeções. Aconteceu exatamente como deveria acontecer. As projeções vieram bem depois, mas isto é uma outra história. Até hoje passo mal lembrando do calor daquele beijo, da voz que vinha terna pra me dar boas-vindas. De todo o resto eu me abstenho de falar - que fazer propaganda não é uma boa ideia. Conto os dias pra receber outro primeiro beijo. Sei que é inevitável, ele vai acontecer. Sigo serena na minha espera. Mais um. O primeiro beijo de tantos, igualmente urgentes, densos, profundos, beijos meus.

domingo, 20 de março de 2011

A Lua é Cheia.

Ontem a lua atingiu seu perigeu.
Estava mais próxima da Terra e por isso, aparentemente, estava maior.
Pra quem conseguiu perder cinco minutos para observar o fenômeno, percebeu que a Lua Cheia de ontem estava até mais brilhante, alva, divina, sobrenatural. Por isso mesmo, lembrando de tempos em que mulheres não podiam sequer adorar essa figura que reflete a luz solar durante a noite, banhei-me nela da forma mais longa me foi possivel. E agradeci por viver pra ver fenômenos bonitos como esse.
...
Em noite de Lua Cheia cachorro louco uiva mais alto. A quadrilha anda se cuidando. Cheguei a pensar seriamente em parar de escrever sobre a quadrilha por aqui. Algumas pessoas leem determinadas coisas e não conseguem encontrar a linha que separa o código da fantasia pura. E tenta, de forma vã e imbecil, me analisar. E se eu escrever merda: "o que ela quis dizer com isso...?".
Só tenho uma coisa pra dizer a essas pessoas: muitas vezes, na maioria delas, eu diria, 'merda' é 'merda', e ponto final.
...
Alguém aí quer ganhar um gatinho bem lindo? Pois tenho 3 filhotes sapecas e queridos para doação. Os pré-requisitos para os adotantes são aqueles básicos para quem gosta de bichinhos: cuidar, amar, respeitar, alimentar, acarinhar, conversar, etc, ec, etc. Interessados, encaminhe e-mail, o endereço está nesta coluna aí do lado direito!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Eu quero gente.

Me disseram que as mulheres que entram na trilha sinuosa do ‘bem suceder-se’ não precisam de vida social, namorado fixo ou melhor amiga. Essas mulheres compram confianças embaladas a vácuo, amantes em one night stand e muitos sapatos. Acham que são felizes com suas bolsas de couro legítimo.... e talvez até sejam... mas eu não consigo crer muito nessa teoria.
Essas mulheres começam a dificultar uma simples saída do seu mundo, por acreditarem que, afinal de contas, o universo alheio pode ser muito perigoso, ele pode começar a dar idéias, mexer com os sentimentos enrijecidos há muito tempo. Maras domados em rituais secretos realizados em quartos escuros.
Quando se coloca o pezinho no caminho curvilíneo do bem suceder-se, é quase como morrer. Morre-se para as possibilidades de conhecer e experimentar. Morre-se para o prazer de viver bem - em equilíbrio.
E assim, ao pensar a vida e tudo o que se fez dela até então, se começa a perceber o quão várias outras pessoas tem, consciente ou inconscientemente, essa mesma razão egoística de ser. Resolve-se que cada um deve permanecer no seu quadrado. Cega-se para o fato de que não existem limites reais entre as pessoas, somente aqueles aos quais nós mesmos nos propusemos a respeitar. Talvez até não seja uma questão de respeito, mas de burrice disfarçada de cultura. Um mecanismo de defesa automático e vicioso.
Não existe a chance de conhecer os cheiros dos caminhos de alguém que poderia, em última análise, vir a ser importante pra você. E não se permite sair da zona de conforto. A cabeça é enterrada no travesseiro ou a bunda na cadeira. Tudo, em relacionamentos parece muito difícil. Você não é capaz de enxergar que os obstáculos foram deixados ali pelas suas próprias mãos.
Às vezes me pego frustrada com essas pessoas. Um sentimento quase de que impotência, por não poder fazer nada por elas. Essa postura em relação às coisas todas está completamente ligada ao elemento volitivo de cada um e eu, eu nada tenho a ver com isso.
É uma pena.
Cá da minha ínfima existência (aos olhos alheios), sigo percebendo que os lugares ficam, cada vez mais e a cada dia que passa, pequenos, pro tamanho da minha alma e das minhas ambições.
Ambições essas que envolvem sim, o bem suceder-se. Mas não envolvem, de forma alguma, me prender dentro “do meu quadrado”.
Porque eu me importo. E eu quero gente.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Minhas premonições nada místicas

As últimas duas semanas foram o que há de corridas.
De manhã, Núcleo de Práticas Jurídicas na IMED. Descobri que amo mesmo o meu trabalho, mas só quando tem dinehiro no meio! Trabalhar de graça com verdadeiras bombas armadas é terrível, até pra psicólogo. Ainda bem que não faço terapia.
A Quadrilha anda bamba, é verdade. To devendo pelo menos umas cinco aventuras e umas duas desventuras pra vocês, mas todas elas vão ficar pra depois, prometo contar, lembrem de cobrar!
Me interessa agora é o final de semana. Primeiro porque hoje é o último dia de Núcleo e segundo porque há um sem número de coisas boas da vida que me aguardam por lá!
Adoro, adoro, adoro! 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Preveja uma novidade:

Mulheres de aquário se interessam por homens de leão.

Foi isso que li no meu horóscopo essa semana. Sim, eu leio o horóscopo. Sem muita expectativa, sou bem mais o estilo Amanda Costa de escrever, porque ela sempre tem um jeito lúdico de comunicar as suas previsões. E então, sim, eu posso lhes dizer: Mulheres de aquário desgraçadamente se interessam por homens de leão. Agora me conte uma novidade.

O folhetim que publicou essa previsão (bem previsível) esqueceu apenas de pontuar o fato de que as típicas mulheres de aquário entendem o funcionamento do homem de leão em seus mais sofisticados 'poréms' e isso não significa, necessariamente, algo muito bom (pro homem de leão).

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Da série: as rapidíssimas da Quadrilha

A secretária do QG é estudante de psicologia.
Outro dia estávamos conversando, ela e eu, enquanto tratávamos de repor sais minerais no Salão Dilma Rousseff, no QG, e eu, contando um sonho louco e muito estranho que tive naquela noite. Foi quando, justificando meu ataque psicótico (por conta do tal sonho) ela me disse “que bom!”.
“Bom o cacete! O que o bom tem a ver com o que acabei de te contar?”
E ela: “os esquizofrênicos não sonham”.

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Daí estamos rapidamente alastrando nossos tentáculos sugadores pelas cidades da região. A expedição para a cidade de nome de peixe pequeno foi boa pra aprendermos a conferir informações antes de nos jogarmos na rede de quem não tem o mesmo pique da quadrilha. No final das contas, o peitaço vai ser nosso mesmo. Nós e o vizinho, sendo que a coisa vai ser no nosso ritmo. AMAMOS!

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Dona do Cash deve voltar hoje da visita módica à Capital Federal. Por telefone, disse que parece que a titia Dilma encaminhou por ela algumas recomendações às quadrilheiras. To em cólicas de curiosidade!

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Algum ser perdido, desprovido de cérebro resolveu tentar ofender a Nega Fulô do Batuque chamando-a de gorda.
“Gorda, eu? Gorda é a minha conta bancária. E tu, que é um imbecil?!”.

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E como se não bastasse, Senhora da Bicicletinha e eu estamos cogitando comprar apês no mesmo prédio. De preferência num daqueles em que se pode bater papo com o vizinho pelo interfone, sem precisar gastar na conta telefônica. Tenho o pressentimento de que em algumas circunstâncias, não será possível pra ninguém nos visitar: interfone permanentemente ocupado. Tu-tu-tu-tu...

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Vou contar um segredo: fiquei viciada em protocolos de atendimento. Na última semana, foram 18 no atendimento da Embratel, que está com o serviço péssimo e técnicos piores ainda. De forma que os meus recalques todos eu tirei no telefone, com o atendente que está bem longe, infernizando até a 5ª geração. Foi só ameaçar comprar uma página na Folha de São Paulo pra contar o tipo de atendimento que estamos recebendo que o técnico apareceu aqui como que por teletransporte. Ah, a boa persuasão...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Veja bem, gaudério, e que te sirva de aviso: se te pego sem bombacha, não te perdoo, ah, mas nem que o bolicho pegue fogo!!!

Essa é uma história da qual particularmente me orgulho em partilhar.

Quadrilha recebeu um chamado bem cedo da manhã. 50% do nosso efetivo deslocou-se para conferir a situação in loco. Deixando tudo mais ou menos apaziguado, retornaram ao QG, que naquela altura da tarde, já estava bombando. Ficamos todas de sobreaviso.
Naqueles dias, Dona do Cash estava passando seus dias e noites glamurosas comendo pão de queijo e desfilando seu corpo esguio nas areias de Ipanema (ela merece!).
Recebemos um telefonema de desespero, a urgência daquela manhã havia se agravado muito. Sem condições de esperar até o dia seguinte, a bordo da nave quadrilhística, voando baixo, rumamos Sertão a dentro.
Eram seis horas da tarde.

Bravamente fomos para a linha de frente. Nega Fulô do Batuque, naturalmente montada num porco cachaço, entreverou-se numa situação brazina com o homem da lei do lugar. Temendo precisar pedir um relaxamento de prisão para a Nega, Nossa Senhora da Bicicletinha, aquela que nos dá o equilíbrio que por certo nos falta, era firme na retaguarda, fuzilando os inimigos com seu olhar 43.
Lá fora, alheia à batalha travada no território do homem da lei, eu cuidava a fumaça que subia espiralada. Esse trabalho definitivamente não era da minha competência. Não ainda. Minhas mãos seriam úteis no momento seguinte.
Diante do flagrante abuso de poder e coação que o nosso cliente sofreu, rumamos para o território dos caras que vestem verde musgo. Lá, enquanto as meninas verbalizaram o ocorrido do outro lado da linha de guerra, juntaram os papéis necessários e deram aquela expedição por ora, encerrada.

Pois bem. Era a minha vez.
Na casa do cliente, com bastante café e uma janta baguala depois, diante da tela em branco, auxiliada pela voz rouca da Nega, acariciei o teclado e busquei as palavras mais adequadas para tecer um poético remedinho chamado interdito proibitório.
Eram 22 horas.

Exatamente às 23 horas e quinze minutos, não mais do que isso, nasceu o guri. Sem demora, descobrimos o plantão do Fórum daquela comarca (que tem o nome de um ex-presidente mui guapo) e para lá rumamos sem a menor hesitação.
Exatamente às 23 horas e 55 minutos, efetivamos nosso tiro no escuro: entregamos nas mãos da oficiala nosso poema em cinco cópias de cinco laudas.
Dormimos tarde. Adrenalina, excitação, tensão a milhões.

No dia seguinte, com o preparo devidamente recolhido, retornamos àquela cidade.
18 horas, e o aval da juíza finalmente saiu: concedido em sede liminar nosso mandado proibitório. Que sabor gostoso o da vitória que vem no momento em que não se tem muitos recursos (em especial o de tempo) pra pensar uma peça. Quando se sabe que precisa ficar pronto pra ontem, quando não se tem na mão aqueles livros onde certamente invocação aos mestres seria feita, quando o código não ta ali do lado, quando se arrisca um argumento ousado, ainda que se saiba que a retaliação é bem provável.
O mais legal disso tudo é ter entre os réus um ‘colega’, pego literalmente de bombacha arriada. Não eu me regozije da desgraça alheia, mas o fato é que tem gente que devia ter nascido com uma meia na boca, pra não sair por aí vomitando bobagem, 'desmanchando escrituras públicas'.

Vitória das acadêmicas, as genéricas (e nesse ponto refiro-me a mim e à Nega, que a N. Sra, da Bicicletinha já é pronta), vitória das metidas, as prepotentes, as arrogantes, as mandonas e mafiosas, as competentes.
Certo que a guerra está longe do fim. Mas o tiro de bazuca pegou bem no pâncreas de gente que se sente superior a qualquer circunstância.
As bombachas estão lá, pra quem quiser ver: no chão!
E quanto a nós, as metidas, as quadrilheiras, brindando a primeira batalha ganha dessa guerra de conteúdo coisístico e dominial ao sabor de uma boa e gelada champanhota.



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Um atual membro honorário quadrilhístico quase abduzido definitivamente para as entranhas da Quadrilha.


O recesso forense, que tradicionalmente vai de 20/12 ao dia 10/01 passou que a gente não viu. Não viu porque não o fizemos! Muitas missões (quase) impossíveis apareceram para a quadrilha, que se desdobrou em bem mais do que quatro para dar conta de tudo.
Por isso mesmo, importamos um membro honorário para o quarteto, vindo diretamente de Brasília, especificamente do TRF.
Sim, tamos chiques, bens! E o pior, é que tamos metidinhas!
O menino chegou e botamos fé.
Volta e meia a Nega Fulô do Batuque montava num porco e saía corcoveando, mas logo o moço se acostumou com nosso estilo Google de trabalhar. Foi o que contou pontos! Depois, os testes que se seguiram ele tirou de letra.... jurou amor eterno e profunda devoção ao Tricolor gaúcho, além de chegar na padaria muito macho pedindo 10 cacetinhos e 2 negrinhos. É guapo, vai dizer!

No primeiro churrasco, emocionado com a recepção e a fartura de carnes suculentas (risos), quase amputou o próprio dedinho. Mas para isso existe merthiolate!
Entre uma reunião conspiratória e outra, ele peticionou, tomou pileque de várias champanhotas diferentes (ASTI, Moscatel, Brut, Demi Sec, importadas e nacionais), sem contar nas cervejas especiais que apresentamos ao seu paladar, foi inescrupulosamente abusado e simplesmente adorou as meninas quadrilheiras do Sul.

Foi embora mais cedo, o infame.
Ainda não temos certeza absoluta se foi antes porque tinha de ir mesmo ou porque o pavor tomou conta de seu corpitcho... Não é mole trabalhar em meio a quatro mulheres mandonas, cachaceiras, competentes e mafiosas.
Fico pensando se ele não ficou assustado porque, nesse estágio forçadamente voluntário, trabalhou firme e forte no nosso ritmo, até as 2 horas da manhã, desenrolando um ‘avantário’ onde os bens foram ‘avaloados’ pelo perito e depois ‘impenhorados’, sem dó.
Antes de retornar à Capital Federal, o Kid-Berinjela-Quadrlheiro ainda teve a oportunidade de ver como é que se postula um ‘usucampião’, sem contar que passou a noite da virada em meio a animais de todas as espécies!
Tenho pra mim que o estagiário chique de Brasília volta, viu! Ãté porque, a essa altura do campeonato, não ser da Quadrilha está bem mais para uma questão volitiva dele do que nossa.
Antes disso, a Dona do Cash vai até o Planalto Central cuidar de negócios junto à titia Dilma e, dessa forma, vai poder verificar a febre do rapaz, se caímos em suas graças ou, de outra sorte, se não o verei nunca mais.
Se, por acaso o destino me reservar a segunda opção, eu, que sou esta criatura cândida e simpática, darei  um jeito de, em julho, aparecer por lá me cobrando cordialmente da visita mais legal que recebi no ano!

* Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a vida real terá sido mera coincidência! (RÁRÁRÁ)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ho-Ho-Ho!!!!

Na última sexta, recebemos no QG da Quadrilha uma porção de convidados queridos. As fotos são impublicáveis, mas posso mostrar pra vocês um dos mimos que oferecemos aos presentes: esse marcador de página que certamente a maioria vai colocar no lixo quando chegar em casa.
Mas nós quatro vamos guardar como se fosse feito em ouro!

Obrigada, meninas, por fazer do meu ano mais alegre, mais colorido, mais corrido, mais louco, mais divertido, mais feliz!

De tudo fica a certeza de que A Quadrilha - Ano II - promete!

Bem, vejo você provavelmente no ano que vem!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Rock de Galpão



Quéééééééro gaita de oito baixos... pra ver o ronco que sai!!!!
Gauderiada se viu charleando com Neto e guris do Estado das Coisas no Igaí!
^^

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A Quadrilha em: especial de Natal

Depois de muito conspirar e virar o mapa do Brasil do avesso, decidimos, finalmente, passar as festas de Natal e de final de ano na praia. Não que eu goste muito de praia, até na realidade não curto a sensação de estar exposta e à milanesa. Mas tudo bem, fui voto vencido. Então arranjamos uma missão super especial, que, entre outros prazeres, envolve comer muito bem, obrigada e beber melhor ainda, numa das praias deliciosas e cheias de filés do GUARUJÁ!
Portanto, pessoas, é aquela história: até o dia 20 de dezembro estarei contando quase tudo o que se passa com essa turma aqui no sul, mas depois... estarei em férias até pelo menos o dia 03/01.
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Não falei antes, mas ainda há tempo: recebemos a visita do Papai Noel ontem, aqui no QG. O velho tá a fim de converter um auxílio-doença em aposentadoria por invalidez... ( viu só, pra quem pensa que o trabalho do cara é fácil...)
Ocorre que a Nega Fulô do Batuque estava tentando convencer o velho a não se aposentar. Por acaso alguém já ouviu falar em Papai Noel aposentado? Que ideia mais estapafúrdia, vamos ter de concordar!
Aí o Noel disse que, como ele não vai conseguir a concessão pela via administrativa (ou seja: direto no INSS), uma vez que esta já restou frustrada em outra época, ele quer fazer mesmo é a conversão judicial. Quer entrar com o processo o quanto antes, porque, sabendo de como é demorada a justiça no Brasil, ele imagina que até novembro de 2012 consiga receber a aposentadoria e os atrasados, podendo assim mudar-se definitivamente de planeta, já que este aqui, em 21/12/2012 vai acabar.
Nesse momento, pasmem... tivemos que segurar a Nega Fulô pra não bater no Noel, porque a sobrinha dela ta arrecém nascendo e o mundo já vai acabar? Como assim??
Pois é. A tal de profecia tá confirmada, pela boca do cara que é assim com "O Cara".
Depois de ver o acesso de fúria e ouvir berros extremados da Nega Fulô, o 'Bom' Velhinho alertou-a de que o Natal ainda não passou e pode ser que ela não ganhe nada no mês que vem, se ela não se comportar.
Bom. Nesse momento, Nega, eu e Senhora da Bicicletinha nos olhamos maliciosas... tenho pra mim que elas pensaram o mesmo que eu: melhor não contrariar o Noel. Vai que ele se torne agressivo... 
Não é todos os dias que chega na porta do seu local de trabalho o Papai Noel em pessoa, querendo se aposentar por invalidez, e segurando um laudo médico psiquiátrico atestando o diagnóstico CID F20 e F22 (esquizofrenia e distúrbios delirantes persistentes).
Assim, acalmados os ânimos, cantamos Jingle Bells com o Papai Noel, ganhamos balinha e prometemos ser boazinhas o ano todo.
Depois, longe dos olhos do Noel, ligamos para a família do infame vir buscá-lo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mais Rapidinhas da Quadrilha

Lembrados de que falei sobre uma missão que envolvia um mergulho? Pois é. A missão da Lagoa foi bem interessante, não fosse o cheiro de peixe. Sabe, o cheiro característico da peixaria do Bourbom? Pois é. Em que pese a roupa e a touca de mergulho, meus cabelos e cada poro que tenho neste corpitcho que amo tanto exalaram esse cheiro mesmo dias depois da aventura.
Deixamos o carro moqueado próximo de um capão de mato, nas margens da Lagoa. Nos vestimos e literalmente afundamos. Demorou pra encontrar o lugar, ainda que, mesmo debaixo d'água houvessem placas luminosas em formato de seta indicando o caminho. Na caverna submersa havia um bolsão de ar, onde pudemos nos desfazer dos equipamentos e enxergar os mestres com maior nitidez. E não eram mestres, mas mestras! Seis mulheres interessadíssimas pelo nosso dedicado trabalho. Sem muitas delongas, conversamos o que devia ser conversado, colhemos as assinaturas necessárias, guardamos nosso equipamento, nos vestimos novamente e afundamos no negrume da água à noite. Vocês não tem ideia do trabalho que deu encontrar o caminho de volta!!!! De maneira que a Nega Fulô andava com umas crises renais e a gente precisou guinchá-la até a margem aonde deixamos o carro.
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Na última semana, o Grande Senhor dos cabelos lambidos, nosso arquiinimigo, aprontou mais uma vez. Ele manipulou, em algum laboratório da cidade, ou então com um estojo de química (igual àqueles que eu tinha quando era criança), um vírus mortal e conseguiu abater 50% da quadrilha. As pobrezinhas estão agora com a síndrome da rainha: não conseguem sair do trono. Mas, o que ele não sabe e nem espera, é que nosso trabalho está bombando na cidade e na região. Em breve ele terá uma surpresa à altura.
A dita virose poderosa e mortal conseguiu tirar a Nega Fulô do Batuque até mesmo da prova que tínhamos ontem. A de hoje, como para ela não é optativa, vai na base do gatorade, hidrafix e soro. Ela está fraca, é verdade, vários dias sem comer. Por outro lado, está fina a bichinha, que deve ter perdido alguns kgs depois do andasso e do lançante. Esperamos que ela não os encontre [os kgs] de volta depois que o ciclo virótico passar.
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Outra que também foi vítima do Grande Senhor dos cabelos lambidos foi a Senhora da Bicicletinha. Colocou a coroa da rainha por dias, e parece que tá passando só na base do caldinho. Mas claro, ela é a detentora da carteirinha da Ordem e, portanto, n amentalidade torpe daquele que nos odeia, ela precisa ser aniquilada!
Aaaaaaah, mas vocês lembram da rede de proteção que eu e a Nega Fulô do Batuque tecemos embaixo do fio puído pelo qual se equilibra a Senhora da Bicicletinha? Pois é. Não contavam com a nossa previdência. Na Senhora da Bicicletinha, a coisa virótica pegou bem mais amena. E em pouco tempo estará de volta e bem fortinha.
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Enquanto as meninas sucumbiram ao mal da virose, Dona do Cash corria por fora em busca de informações e eu, tratava de preencher os relatórios rápida e corretamente. Nada pode dar errado e a vida, apesar das companheiras enfermas, continua para aquelas cujo organismo está cheio de anticorpos [leia-se eu e Dona do Cash].
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- Renatinha, minha filha, você lembra da virose que você tinha na semana passada?
- Lembro, mãe.
- Pois é, a Nega Fulô do Batuque tá com ela.
- Hum... mas então deve ser por isso que eu não tenho mais virose, ela pegou a minha!
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Coisas estranhas tem acontecido com a Dona do Cash. 'De repente' começou a chover gatos, gatinhos e gatões na hortinha outrora seca da amiga. Eita, que é tempo que colher frutos!
Salve o pai, salve o pai! E chama a mãe, que a Dona do Cash ta podendo!
To pensando em me esfregar um pouquinho nela, pra ver se o mel pega igual ao vírus manipulado em laboratório do Grande Senhor dos cabelos lambidos...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A Quadrilha: Missão pega-macaco

Estávamos a caminho de um churrasco regado a cerveja, vinhos aromáticos, cachaça e graspa. Eita! Era na casa de um casal de clientes que aprovou a simpatia da quadrilha e ofereceu um verdadeiro banquete enquanto tratávamos de fazer a entrevista para as suas respectivas gorduchas ações.
Quadrilheiros a postos, pegamos a estrada. Máquina fotográfica na mão, que a gente não pode deixar de registrar momentos que unem o prazer ao trabalho. Lá pelas tantas, bem antes de chegarmos ao nosso destino, o telefone toca.
Era um chamado inesperado. Encontramos um entroncamento do asfalto com uma estradinha de terra, aguardamos nosso cliente para uma conversa rápida. Demorou, mas ele veio. Nega Fulô do Batuque, o terror dos cemitérios foi fazer a apresentação, conversou rapidamente e retornou ao carro. Fomos pro churras, mas teríamos de retornar mais cedo, a fim de conferir in loco o tamanho da desgraceira.
...
Gentilmente apelidamos nosso contato de Macaco. Um macaco albino, maneta, que toma 'dorme-dorme' toda a noite.
Na volta, Pegamos a tal da estradinha de terra novamente e fomos em busca de uma cidadezinha no além, além, além do horizonte. Well, queridos, pra chegar na casa do nosso macaco albino, precisamos pegar uma balsa e atravessar por completo o Mar Morto. Vocês não tem noção do vento. Cabelo, se estivesse escovado se perdia todo o serviço.
Depois da balsa, encaramos um poeirão... e ficamos bronzeadas com tanta terra em todo e qualquer poro pelo corpo. Ao chegar na tal cidadezinha, precisamos nos valer de um guia, que aqui chamarei de Fértil. Ele nos levou até onde o Macaco se escondia. Chegando lá, apreciamos a beleza da sede, mas não por muito tempo. Ele queria que víssemos o motivo do chamado. Andamos um pouco lavoura adentro, até chegarmos numa cerca de arame farpado. Dali, teríamos de ir a pé. A lavoura era de azevém e coitada daquela quadrilheira que tivesse problemas alérgicos! Estranho, o Macaco não quis pular a cerca, desmanchou alguns fios e nos deu passagem. Mais algumas centenas de metros e estávamos de frente praquilo que, eu tenho certeza: se ainda não deu, vai dar xilindró. Uma área que deve totalizar uns 50 m, mais ou menos, de vegetação nativa empurrada mata adentro.
Mas o caso, ó amigos, é que o cara é reincidente. E que a área, é de preservação permanente.
E aí foi uma hora e tanto de desdobre. Porque aquele senhor, que gentilmente apelidamos de Macaco, insistia em defender-se de nós. Não entrava naquele cérebro sei lá de que tamanho que estávamos ali justamente para defendê-lo.
Lá pelas tantas eu definitivamente cansei. Larguei a minha parte da corda, virei 180º e peguei o rumo de volta ao carro. Logo depois, soltando suas respectivas cordas, vieram a Dona do Cash e a Senhora da Bicicletinha. Deixamos que a Nega Fulô do Batuque continuasse procedendo à laçada.
Vendo que, fazer com que aquele senhor entendesse que estava na iminência de ser preso, era realmente impossível, a Nega deu de ombros e PT. Saudações.
Catamos o Fértil e tomamos nosso rumo de volta pra cidadezinha.
Bem, amigos. O Macaco escapou da nossa corda. Nem sempre se ganha.
E, tudo bem.
Noite alta quando retornamos à bela capital do planalto médio gaúcho e assim, quando nos vimos de volta ao nosso QG, comemoramos as ações do começo da tarde com uma bela champanhota, afinal, não se pode, de jeito nenhum, perder o costume!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ilusion



Como diz a Dona do Cash... "certas coisas valem à pena"... ainda que tenham de ir embora. É a impermanência atuando na vida!
Eu tinha uma ilusão... não sabia bem o que fazer com ela, até que ela se foi... se foi...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A Quadrilha em: Rapidíssimas

Depois de um vendaval de rupturas entre as mulheres da quadrilha e seus respectivos amores, parece que o sol volta a brilhar para pelo menos uma delas. A Senhora da Bicicletinha, sacudiu a poeira e ressurgiu das cinzas [tipo a fênix] ostentando um reluzente bambolê cravado de diamantes! E a paz volta ao reino dos morangos com chantilly de Victoria’s Secrets.
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Não é muito fácil para uma família a decisão de interdição. Mas há situações em que não existe outra alternativa, em especial quando somas com seis dígitos antes da vírgula estão envolvidas. Nossa última missão envolveu um pequeno grupo de G40. Mas foi tranqüilo, porque no final, tudo acabou em curatela! Mais serviço para a Rober aqui!
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Acabo de recordar de outro dia, numa evidente crise maníaco-depressiva, fui conhecer umas pessoas novas, ‘sem segundas intenções’. Imaginem:
- Oi, tudo bem? Sou Roberta.
- Oi, tudo! Sou o Guerreiro de Espada e Escudo na mão, essa é a minha casa. Fique à vontade, bem-vinda à batalha.
‘Batalha’ é uma palavra que me dá arrepios, amigos. Por isso mesmo, depois de desopilar o fígado com a Senhora da Bicicletinha e a Nega Fulô do Batuque, decidi, de forma irretratável, sair fora antes que a espada apontasse pro meu rim.
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Pra determinadas coisas, tipo relacionamentos, começo a pensar que perdi o jeito.
O trabalho toma tanto da minha vida que enrijeci, mais do que pude controlar. Continuo grossa, coisa do tipo dois porcos abraçados, ou mais do que parafuso de patrola. Alguém me explica o porquê de tanta auto defesa, ou então por que eu me defendo tanto, antes mesmo de haver qualquer investida de ataque contra (ou a favor?) a minha adorável pessoa.
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Entrando na onda do Ari Parengler [se é que este nome é assim mesmo], Nega Fulô descobriu que tem vocação para a medicina. Em conversa com uma médica, a doutora, sentadinha do lado dela, e ela a explicar....
- Este homem está depressivo!
- Bem, eu acho que sim... (dizia a médica).
E em outro caso:
- Este guri tem um retardo, é evidente!!
- Sim, talvez seja um F... (disse a médica)
- Que F? Daonde F? Ele é G, só não vê quem não quer!!
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E algo me diz que hoje a noite vai render bem mais do que as aulas sobre a citação do réu em processo penal. Fiquei sabendo em primeira mão que uma legião de mestres nos aguardam numa caverna próxima (uns 200km). No Orkut foram postadas as fotos da missão ‘pega-macaco’ – que contarei aqui em breve – onde atravessamos o Mar Morto de balsa e sem vento e fomos parar bem no meio de uma plantação de azevém que fica perto de Alphaville. É sério, eu juro! As placas confirmam onde estivemos, e como eu disse, há fotos. Fica aqui a promessa de guardar para a posteridade as imagens da ‘caverna’ (que inclusive já me disseram que fica submersa numa lagoa). Nega Fulô está providenciando roupas de mergulho, a parafernália de oxigênio e lanternas para encontrarmos o local.